Áreas Protegidas em Macaé


UNIDADES DE CONSERVAÇÃO (UCs) EM MACAÉ


Em acordo com o que rege o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da NaturezaSNUC, Lei 9.985 de 18 de julho de 2.000, temos em Macaé algumas áreas protegidas que são muito importantes para a conservação de nossa diversidade ambiental. São quatro RPPN’s, três Parques Municipais e duas UC's Federais. São elas:


RPPN - RESERVA PARTICULAR DE PATRIMÔNIO NATURAL 

- RPPN SHANGRI-LÁ – 43 ha

Localiza-se no Sana (6º distrito), perto do Vale do Peito do Pombo e tem 43 hectares. A UC é comumente conhecida como RPPN Shangri-lá, mas na verdade este é o nome que engloba as RPPN Sítio Sumidouro (33 ha) e a RPPN Sítio Peito de Pomba (10 ha), conforme Portaria 156-N de 19.11.1998 e publicado no Diário Oficial 223 de 20.11.1998.


- RPPN FAZENDA BARRA DO SANA – 162,40 ha

Localiza-se na Barra do Sana e tem 162,4 hectares. A RPPN foi regularizada através da Portaria 65-N de 28.07.1999 e publicada no Diário Oficial nº 144-E em 29.07.1999.


- RPPN PONTE DO BAIÃO – 248,40 ha

É a maior RPPN do município de Macaé em extensão. Localiza-se na estrada para a Bicuda, a partir do trevo de Rio Dourado (Rio das Ostras). Tem 248,40 hectares de Floresta submontana, um dos últimos fragmentos com essa característica no Estado do Rio e se localiza no entorno da Rebio União. Foi regulamentada pela Portaria INEA/PRES-RJ 256 de 21.07.2011 e publicada no Diário Oficial / RJ nº 137 em 25.07.2011.


- RPPN MARIO E ALBA CORRAL – 9 ha

Localiza-se no distrito de Glicério e tem 9,01 hectares. Regulamentada pela Portaria INEA/PRES RJ nº 416 de 25.02.2013, publicada no Diário Oficial / RJ nº 042 em 06.02.2013.
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UNIDADES DE CONSERVAÇÃO MUNICIPAIS  

- ARQUIPÉLAGO DE SANTANA

O Parque Municipal do Arquipélago de Santana foi criado em 1989 através da Lei Municipal nº 1.216 de 15.12.1989. Está compreendida na UC a Ilha de Santana, Ilha do Francês, Ilhote Sul, Ilha das Cavalas e demais lajes e rochedos que dele fazem parte. No local é grande o número de aves marinhas que criam colônias de nidificação como o Atobá (Sula leucogaster) e o Tesourão (Fregata magnificens). Aves migratórias também utilizam o local como área de descanso e alimentação.


- PARQUE ATALAIA



O Parque Natural Municipal Fazenda Atalaia foi criado através da Lei Municipal nº 1.596 de 27.04.1995. A área do Parque mede 235 hectares e este está inserido num fragmento florestal bem maior, que certamente é uma das áreas mais significativas de Mata Atlântica de todo o Estado do Rio de Janeiro. Visitando o Parque Atalaia desde 2009, desde então venho elaborando uma lista das aves do local, cujo número atualmente está por volta de 190 espécies, com destaque para o Chibante (Laniisoma elegans)Urutau-grande (Nyctibius grandis), Chauá (Amazona rhodocorytha), Gavião-pombo-pequeno (Amadonastur lacernulatus), Cigarra (Sporophila falcirostris), Pixoxó (Sporophila frontalis), Araponga (Procnias nudicollis) e etc. Algumas dessas aves constam das várias listas de espécies ameaçadas, o que corrobora a importância não só do parque em si, como de todo o fragmento em seu entorno. O Parque recebe pesquisadores e visitantes que podem percorrer suas trilhas de forma monitorada, além de atividades voltadas para a educação ambiental.
Contato: (22) 2762.4800


- PARQUE DA RESTINGA DO BARRETO

Através do Decreto Municipal nº 139/2016, publicado em 3 de dezembro de 2016, foi criado o Parque Natural Municipal da Restinga do Barreto, em área com vegetação exclusivamente de restinga. O novo parque tem uma área de 31,7 hectares e localiza-se entre os bairros Parque Aeroporto e São José do Barreto, na praia do Barreto. A região vem sofrendo grande pressão de ocupação humana e certamente a criação desta UC irá proteger o que ainda temos desse importante ecossistema dentro do município. O parque abriga uma rica diversidade e é local de ocorrência da Sabiá-da-praia (Mimus gilvus), espécie que se encontra ameaçada de extinção para o Estado do Rio de Janeiro. O parque vem recebendo visitação pública, como alunos da rede municipal de ensino, que tem acesso à informações sobre as características singulares desse ambiente de restinga, sua vegetação e sua fauna. O Parque funciona também como local para recepção e primeiros cuidados da fauna resgatada pela Secretaria de Ambiente e Guarda Ambiental.

 
Contato: parquebarreto.sema@gmail.com


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UNIDADES DE CONSERVAÇÃO FEDERAIS

- REBIO UNIÃO



A Reserva Biológica União foi criada em 22.04.1998 com uma área de 2.548 hectares. Em 5 de junho de 2016 um novo Decreto aumenta consideravelmente os limites da Rebio, que passa a ter 7.767 hectares. Com essa alteração, as áreas dos municípios que compõe a Rebio União ficam configuradas da seguinte forma: Casimiro de Abreu com 4.953 hectares (64%), Rio das Ostras com 1.917 hectares (25%) e Macaé com 897 hectares (11%). A área da UC constitui um importante fragmento de Mata Atlântica de baixada no estado do Rio e abriga importantes espécies de nossa fauna. Também recebe pesquisadores e visitantes, sendo que a Rebio União possui uma trilha interpretativa para deficientes, proporcionando uma importante experiência com a natureza. Uma rica avifauna ocorre no local, o que tem atraído cada vez mais observadores de aves.

Contato: (22) 2777.1113 / 2777.1115


- PARNA JURUBATIBA  



Localizado na região Norte Fluminense, o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba foi criado em abril de 1998 com o intuito de preservar uma importante faixa de restinga de 14.922 ha, resguardando os valiosos atributos ambientais deste ecossistema.

O Parque está inserido nos municípios de Macaé, Quissamã e Carapebus, estes dois últimos detentores das maiores áreas, sendo, ainda, os municípios cujos governos vêm investindo no processo de exploração turística da Unidade. Apesar de contar com a menor parte do Parque (203,00 ha), Macaé é o município que apresenta maior potencial de impacto antrópico, em razão da presença de um bairro residencial limítrofe à área da unidade. A sede do Parque está situada estrategicamente nesse ponto, de modo a impedir o avanço de possíveis ocupações irregulares dentro da unidade. O Parque disponibiliza visitas agendadas com guia e vale a pena visitar suas inúmeras lagoas que abrigam grande número de aves lagunares, muitas destas, migratórias. O local é ponto certo para encontrar o Gavião-caramujeiro (Rostrhamus sociabilis), o Papa-formiga-vermelho (Formicivora rufa), Rolinha-picuí (Columbina squammata), Sabiá-da-praia (Mimus gilvus) e o ameaçado papagaio Chauá (Amazona rhodocorytha). Outras espécies ameaçadas tem registros no Parque como o Pato-do-mato (Cairina moschata), Saíra-sapucaia (Tangara peruviana) e o Apuim-de-costas-pretas (Touit melanonotus).



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